Cloudflare caiu? Veja como saber!

Cloudflare caiu: Como validar

Quando serviços críticos de infraestrutura apresentam comportamento errático, a primeira reação deve ser consultar a fonte oficial de monitoramento: o Cloudflare Status.
Veja agora:

1. A Fonte Primária: CloudflareStatus.com

O site cloudflarestatus.com é o canal oficial onde a empresa detalha incidentes em tempo real. Para uma análise técnica, é necessário observar não apenas o status global, mas os componentes específicos:

  • Serviços de Borda (Edge): Se o DNS ou o Proxy estão operacionais.
  • Serviços de Dados (R2, Workers, KV): Frequentemente apresentam “Minor Impact” que afeta apenas APIs e aplicações específicas.
  • Incidentes por Região: O site permite expandir subseções para verificar se a falha está concentrada em cidades ou continentes específicos.

2. Validação de Roteamento e Perda de Pacotes

Se o status oficial indica que tudo está normal, mas você enfrenta latência, o problema pode ser o caminho entre seu provedor e a rede Anycast da Cloudflare. Utilize o mtr para isolar o salto (hop) onde ocorre a falha:

Bashmtr -rwc 10 1.1.1.1

O comando fornece estatísticas de perda de pacotes. Se a perda inicia nos saltos finais (AS13335), a falha é interna na rede da Cloudflare. Se ocorre nos primeiros saltos, o problema é sua rota local.

3. Identificação do Ponto de Presença (PoP)

O Cloudflare opera centenas de data centers. Uma queda pode ser isolada a um único ponto. Para identificar qual servidor está atendendo sua requisição, verifique o cabeçalho CF-RAY via terminal:

Bashcurl -I https://www.cloudflare.com

Os três caracteres finais no campo cf-ray representam o código IATA do aeroporto mais próximo (ex: GRU para São Paulo, GIG para Rio de Janeiro). Erros 5xx acompanhados de um código regional específico indicam que apenas aquele nó da rede está comprometido.

4. Diferenciando Queda de Bloqueio (WAF)

Para quem opera automações e scripts, uma “queda” pode ser, na verdade, um bloqueio de segurança.

  • HTTP 5xx: Indica falha genuína no servidor ou na comunicação com a origem.
  • HTTP 403: Indica que o WAF (Web Application Firewall) bloqueou a requisição.
  • Desafios Turnstile: Se o site funciona no navegador mas falha no script, a proteção “Under Attack Mode” foi ativada, exigindo validação de browser real.